November 4, 2009

Biopirataria, vilã ou uma válvula de escape?

Mundialmente, a biopirataria é vista como um problema ou como algo ultrajante. De fato, explorar,comercializar ou manipular espécies biológicas ou conhecimentos sobre a biodiversidade local não é uma forma adequada de se obter os devidos conhecimentos ou solução para a produção de fármacos e vacinas, e consequente cura de doenças.

Contudo, em alguns países onde a biopirataria acontece, assim como no Brasil, o problema vai além disso e tem suas origens em outros campos. A educação e política são origens desse problema. Afinal se os habitantes das regiões exploradas pelos “biopiratas” tivessem acesso a uma educação de qualidade e pudessem exercer atividades para sua subsistência e melhor qualidade de vida, ou seja, se lhes fosse cumpridos seus direitos por parte de políticas públicas não influenciadas pela oligarquia, não haveria necessidade de uma política exclusiva para a biopirataria.

Da mesma forma se dá com as políticas de incentivo à pesquisa legal e prestativa aos verdadeiros objetivos que esta tem e com incentivos privados para a mesma, sem focar os lucros capitalistas.

 A biopirataria surgiu com a necessidade de conhecimentos sobre a biodiversidade, muitas vezes inibidos ou repreendidos por pessoas ou organizações de interesse maior. Portanto, ela não é de todo ruim, já que agrega conhecimentos científicos, o paradoxo está no fato de que essa não é a melhor opção para se obtê-los.

Vilã ou válvula de escape, o necessário é definir as reais origens da biopirataria e tentar modificá-la, como diria minha mãe, “ela raiz”.

Érica Ramos

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